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A passive peacebleness which he first called happiness and later contentment (24.VII.2010).

Vi o Life in a Day e não sei o que as gerações seguintes pensarão de nós senão que somos estranhos e o mundo um sítio cheio de extremos e desequilíbrios mas onde o pequeno-almoço, quase sempre, inclui ovos.

(não tinha electricidade, água, comida, um quarto decente, e dizia "but I'm still alive". lembra-te mais vezes deste filme e fá-lo só por ti, tu que dizes esse fascínio pela relatividade de tudo.)

It's a self-preservation thing, you see.

“It strikes me that this may be one of the differences between youth and age: when we are young, we invent different futures for ourselves; when we are old, we invent different pasts for others.” 

Julian Barnes, The Sense of an Ending

She's doing the best she can (we are all just satellites).

“I certainly believe we all suffer damage, one way or another. How could we not,except in a world of perfect parents, siblings, neighbours, companions? And then there is the question on which so much depends, of how we react to the damage: whether we admit it or repress it,and how this affects our dealings with others.Some admit the damage, and try to mitigate it;some spend their lives trying to help others who are damaged; and there are those whose main concern is to avoid further damage to themselves, at whatever cost. And those are the ones who are ruthless, and the ones to be careful of."

Julian Barnes, The Sense of an Ending

Fosses tu uma ave ou uma folha e o Outono te viria desprender.

Como é que eu poderia agora chegar e dizer-lhes que as palavras estão todas dentro de ti?

O truque era este: nenhum possível nos bastava.

A ideia da liberdade pode ser um gesto simples como comprar uma viagem apenas de ida.

Those boobs of yours are ubiquitous - like God.

Eroticism is not only a desire for the body, but to an equal extent a desire for honor. The partner, whom you've won, who cares about you and loves you, is your mirror, the measure of what you are and what you stand for. In eroticism we seek the image of our own significance and importance.

Milan Kundera, Laughable Loves

Marylou


A mais livre.

The only people for me are the mad ones, the ones who are mad to live, mad to talk, mad to be saved, desirous of everything at the same time, the ones who never yawn or say a commonplace thing, but burn, burn, burn like fabulous yellow roman candles exploding like spiders across the stars. 

Um homem de barba, por assim dizer.

Mas no preciso momento em que acabava de me aborrecer com isto, o que não dissera e o que dissera a mais reuniram-se num estranho círculo de lava e de sangue: agora sei que a lava representava o irrevelado, a dor potencial e a omissão; o sangue, as solenes vitórias e as consagradíssimas derrotas. O meu juízo isolado levara-me a crer que se tratava também de uma aliança de funestos arrependimentos de estirpes perdidas nos sulcos do tempo, rasgando pretéritos no predicado da vida, forçando sentido nas palavras que aqui deixo cair, sim, largo-as aqui, que escrever também é esquecer as coisas no papel, digo que a vida tem predicado, digo que arrependimentos formam alianças, do imperfeito ao mais-que-perfeito, sem ponto final, digo uns símbolos estranhos, um vigor de gerúndio, trocando os atributos às coisas, fugindo ao assunto.

Um idiota, quem escreveu isto.

Não abras a porta, se for o sublime diz que não estou, já temos palavras de mais, sentimentos de mais.

Pese embora a discussão sobre o conteúdo e a forma, negar, ou não consentir, pode ser uma forma de bondade, sei disso. Porém, animais estranhos, o dilema sempre está entre o que se sabe e o que se sente.

O passado não está ainda pronto para nós, nem o futuro.

1. Um pequeno depósito de incredulidade
no fundo dos teus olhos.

2. Um breve estremecimento no movimento
do coração (do meu coração).

3. A impressão de alguém olhando
-te atrás de ti.

4. Uma voz familiar
num sítio cheio de gente.
(que só tu ouves dentro de ti)

5. Um súbito silêncio entre as
sílabas de certas palavras
que fica depois a pairar perto dos lábios.

6. A ignorância de alguma coisa
que ainda não sabes que não sabes.

7. Uma palavra só, aguardando,
uma palavra que basta dizer ou não dizer,
abrindo caminho entre ser e possibilidade.

8. O que não sou capaz de dizer dizendo-me.

9. Eu (um lugar vazio) para sempre; tu para sempre.

10. Outras duas pessoas
de que outras duas pessoas se lembram.

11. Esse país estrangeiro, o tempo.


Escrito de memória, Manuel António Pina

Coisas acontecem no mundo só para que se reconheça o teu brilho nos olhos.












 
We live on the flat, on the level, and yet - and so - we aspire. Groundlings, we can sometimes reach as far as the gods. Some soar with art, others with religion; most with love. But when we soar, we can also crash. There are few soft landings. We may find ourselves bouncing across the ground with leg-fracting force, dragged towards some foreign railway line. Every love story is a potential grief story. If not at first, then later. If not for one, then for the other. Sometimes, for both.

Julian Barnes, Levels of Life

¡Fea!




Siempre hay un momento en que el camino se bifurca, cada uno toma una dirección pensando que al final los caminos se volverán a unir. Desde tu camino ves a la otra persona cada vez más pequeña. No pasa nada, estamos hechos el uno para el otro, al final estará ella, pero al final solo ocurre una cosa, llega el puto invierno.

Razões para a minha pouca vergonha, gestos ridículos e decisões em geral

Remembering that I’ll be dead soon is the most important tool I’ve ever encountered to help me make the big choices in life. Because almost everything – all external expectations, all pride, all fear of embarrassment or failure – these things just fall away in the face of death, leaving only what is truly important. Remembering that you are going to die is the best way I know to avoid the trap of thinking you have something to lose. You are already naked. There is no reason not to follow your heart.

Steve Jobs

Mi estrategia es que un día cualquiera, no sé cómo ni con qué pretexto, por fin, me necesites.


Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde (era tarde de mais para haver outra noite, para haver outro dia)

Encontrei a situação noutro poema: não é tempo o que me falta, é lugar.

Há um espaço no corpo que pode ser um lugar (e posso beber dele morrendo nele como quem entra de tanto o desejar).

Digo-lhe que o problema e, deliciosa contradição, a solução, estão na carne. Digo-lhe que a chave está no meio das pernas e ela ri-se, pensando que o digo a brincar.

Sei que estou em viagem na palavra que se move.

Qualquer pretensão que possa alimentar de um dia vir a criar palavras como quem cria galinhas, esvai-se sem tristeza e sem ilusão quando me deleito a descobrir a poesia de Daniel Faria, Manuel António Pina ou Nuno Júdice, quem se tem deitado comigo para as noites. Quando a grandeza é de um reconhecimento evidente, o pobre aprendiz não se combale na sua insuficiência mas antes regozija-se na descoberta e redobra a escuta, ávido de aprender mais.

(muitos dos meus títulos variam entre citações de livros e partes de músicas. saiam a procurar quem é quem.)