Com tanto feminismo por aí e um dia ainda se descobre que o machismo começa, vinga e multiplica-se nas mulheres.
Mostrar mensagens com a etiqueta pelos jornais. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta pelos jornais. Mostrar todas as mensagens
Quem tem dúvidas, não tem likes III
De um certo modo perverso, poderia dizer-se que Ronaldo fez-se ainda mais herói entre os homens: ao ir ao cu à senhora, fez o que muitos ambicionam, mas ainda não alcançaram.
Quem tem dúvidas, não tem likes II
Vai-se a ver e afinal a maioria dos cleptomaníacos nem precisa, até é rica. Que surpresa que isso seria para quem acha que meninos bonitos não têm necessidade de violar ninguém! Vai-se a ver e ainda acaba por ser um privilégio ser-se violada por um Ronaldo.
Quem tem dúvidas, não tem likes I
Dizer que a mulher sabia ao que ia, ao ir consigo para o quarto, é tão asquerosamente revelador quanto dizer que não pode existe violação entre um casal, por serem casados.
Quem tem dúvidas, não tem likes.
Fazem correntes e publicações e rezas porque chegou o momento de apoiar quem tanto nos apoiou. Como se alguém não pudesse ser generoso e, ao mesmo tempo, violar outrem ou adorar crianças e, apesar disso, ordenar uma matança.
(o título é do ouriquense)
Sócrates: quem não chora, não mama.
Para ser franca, enoja-me mais o comportamento daquelas mulheres, pedinchando, do que de Sócrates, o corrupto. Afinal, como se diz, a corruptos estamos já nós habituados, em maior ou menor escala. Já isto, foi só mama. Muita(s) mamas(s).
Sócrates, a vítima de bullying.
Vai-se a ver bem e, afinal, Sócrates era apenas o sonho de qualquer mulher, bom samaritano que não consegue não agradar àqueles de quem gosta.
A quem é pequeno, qualquer um parece grande.
O mal tornou-se banal ao ponto do normal tornar-se extraordinário. O bem é escândalo. A facilidade com que se encaram corpos lacerados no meio da rua entre a sobremesa e o café, voyeurismo de fazer audiências, contrapõe-se ao louvor exacerbado com que elevamos a heróis quem nada mais faz do que aquilo que julga ser o certo a fazer. Vamo-nos medindo pelo que não temos, pelo que não conseguimos, pelo que não somos e é por essa medida, mais vazia que cheia, que nos observamos uns aos outros. É a nossa incapacidade, a nossa conivência, a nossa preguiça e a nossa indiferença que faz heróis. A nossa pequenez, o seu heroísmo.
(a propósito disto)
Don’t pray for Venezuela
As mulheres são esterilizadas para não terem de sujeitar os filhos à pobreza. Multidões alimentam-se dos animais do jardim zoológico para não sucumbirem à fome. Vendem-se caixões de papelão.
Do Charlie Hebdo aos comentários de blogues.
A liberdade de expressão é uma maravilha para sabermos onde estão os idiotas.
Ricardo Araújo Pereira
He was walking around, looking for a diving centre either to apply for a job or do a course.
Partir sem explicações, sem remorsos, sem despedidas. Recomeçar sem um passado, sem obrigações ou expectativas a cumprir, a ausência suprema de bagagem, essa liberdade. Há uma fragilidade quase comovente em quem parte para a o futuro sem planos.
(disto)
Refugees don't need our tears. They need us to stop making them refugees.
Não precisas de levantar os olhos como se procurasses resposta ou
salvação: o céu e o inferno acontecem, todos os dias, na terra (e no mar). Abre
os olhos.
How to lose friends and alienate people.
Leio a notícia sobre as vagas para a especialidade e a sério que ainda não percebo a razão para tanto drama.
A justiça não é vingança e a vingança não é justiça.
É facto conhecido na história, já desde o vergonhoso caso dos Távoras, que o povo prefere sempre encontrar um culpado a encontrar a verdade. Sócrates não está apenas a pagar pelo que fez: está a pagar por tudo aquilo que a justiça Portuguesa não fez, até aqui, a outros.
Um Estado democrático faz Justiça, não é justiceiro, nem justicialista.
Alberto João Jardim, Marinho e Pinto, Rodrigo Moita de Deus, Miguel Esteves Cardoso: deles, mais coisa menos coisa, as minhas palavras.
(ando a re-aprender a gostar de ler Miguel Esteves Cardoso.)
Somos um País de cidadãos não-praticantes.
Preferíamos o intelectualismo vazio, mesmo aquele que não entendêssemos, ao coloquialismo de café, mesmo que tenha mais textura e gosto. Eleitos pelo povo e para o povo mas, dentre o povo, isso é que não, valha-nos deus!
Não aceitaríamos a boçalidade de um agricultor, o jeito tosco de um pedreiro ou o discurso bacoco de uma doméstica. São todos muito precisos e valiosos, sim senhora, tudo certo, mas também não era caso para pensarmos agora que nos poderiam representar. Estimamo-los muito, com certeza, mas não são para ser exibidos, há que respeitar o lugar de cada um, como veio nas notícias no outro dia sobre o hospital que escondeu o empregado aleijado quando o cortejo oficial das pessoas importantes lá foram. É do conhecimento geral, bom senso até, o facto de haver roupa destinada a andar por casa e a outra que é roupa de sair ao Domingo.
Precisamos muito de alguém que seja melhor do que nós, que tenha estudado, que saiba falar bem, falar estrangeiro até, que seja de bom trato e de bom nome, que não tenha os nossos vícios sujos, desconhecedor de putas - perdão, prostitutas - e vinho verde. Precisamos muito de alguém a quem chamar sr. doutor e sr. engenheiro. O que seria deste País sem os nossos doutores e engenheiros, o que seria de nós se nada nos distinguisse as categorias sociais? Nós sem um amo para servir e de repente todos iguais, onde é que já se viu.
Para os Portugueses, o parlamento não é, por isso, um lugar onde se vejam representados mas é, sim, o lugar onde se vêem elevados. Aquele não é o lugar do povo, que não é sequer digno de aspirar a tanto, mas dos eleitos, os que passaram em todos os testes e preencheram todos os requisitos. Ali, os nossos melhores, os mais perfeitos dentre todos nós, os sacanas duns sortudos a mamar do nosso dinheiro, todos de volta do tacho, todos ladrões e palhaços, aqueles cabrões que foram mais espertos do que nós.
Para os Portugueses, muitos desconhecedores até aqui do nome do ministro da economia, aquele discurso de Pires de Lima foi um triste espectáculo, nós a pagar para aquilo. A lamentar, porque nem todas as verdades são para dizer em voz alta, assim a interromper a serenidade das sessões plenárias que os Portugueses sempre vêem com tanta atenção, encantados da eloquência que por lá jorra.
Porque para nós, Portugueses, a política é coisa só para os políticos, só para quem está à altura, não é para nós, e já vão com sorte se formos votar, nós que temos sempre tanta coisa mais importante para fazer. Que Pires de Lima tivesse descido ao nível do povo, ignorando o seu papel imaculado e iluminado de político, usando palavras como "taxinhas" ou fazendo comparações a ketchup e aos ataques do Cristiano Ronaldo, era por isso inadmissível. Toda a gente sabe que os políticos só podem ser do povo quando em campanha eleitorial.
Subscrever:
Mensagens (Atom)