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Remember that depth is the greatest of heights

Amanhã será um novo dia é uma expressão estranha. As pessoas dizem muitas coisas. Entendo-lhes o sentido que, na verdade, não lá está. Um dia sucede ao outro e assim sucessivamente, não há nisso nada de novidade, consolação ou redenção. É um facto. Se se repetisse o dia passado, isso sim, seria motivo de pasmo. Mas não, é simplesmente a ordem natural das coisas que amanhã seja um novo dia. É assim todos os dias.

Adenda: "nunca se sabe o dia de amanhã" também. Que venha alguém e me conte o dia de amanhã.

The cuteness in her ou De como te insulto e te bajulo ao mesmo tempo

Eu - Ela não bate bem da cabeça. Bom, eu também não, pelos vistos.
Ela - Por isso é que eram tão perfeitas uma para a outra.

Para se amar alguém não se pode bater bem da cabeça, essa bela expressão.

Just like you I should find a way to tell you everything.



Dançar contigo como se fosse a primeira vez.
Tulady.

The big friendly breach

É sobretudo nestes fins de tarde, a chuva cai e queria muito chegar e enlaçar-te a cintura enquanto fechas a porta, aspirar o perfume do teu pescoço, beijar-te com necessidade e desejo, contar-te histórias, as histórias. Não sei se isto nos faz bem ou mal, toda a amizade é uma dádiva, mas sei que há destinos piores, que serei sortuda porque sabemos continuar e ter-nos, ainda que tudo seja diferente e a tua boca não diga o meu nome. O tempo vai cimentando a tua ausência e quero ainda para mim os teus olhos doces. Éramos felizes e não sabíamos.

By choice


















"I'm single by choice. Just not my choice."

(vale muito a pena.)

Mas se hoje me puderes ouvir, recomeça, medita numa viagem longa, ou num amor, talvez o mais belo.






















Ao que ainda somos.

(tão bom olhar-te, mesmo que tudo seja já irrecuperável. nada mais sobre esse jantar, sobre a companhia de hoje, o efeito do teu perfume ou do teu riso. o tempo, o tempo.)

If you can't change your situation, change your attitude I



Há várias formas de o dizer e isto sempre é mais animado do que a Adele.

If you can't change your situation, change your attitude

Se não fosse o mar, não sei. Olho-o, o sol reflectido no azul, e sinto-lhe a atitude que preciso. Corre sereno, as baleias a respirarem dentro de si.

Está aí a Feira do Livro e o Indie, tenho que estudar o Prince2 e pensar nos pormenores de Londres em Junho, quarta-feira é feriado, terça-feira vou estar com o meu afilhado, no fim-de-semana vou de carro até Paris, tenho amigos, saúde, livros, tv cabo. Talvez esta semana faça sol e amanhã seja um bom dia. Há tanta coisa em tantos dias, foca-te nisso.

M=f(X)





















(Não é preciso ver o filme para saber das expectativas.)

Desapaixonar-me-ei ou apaixonar-te-ás, até parece fácil. Pelo meio, as expectativas a ser geridas, mais minhas do que tuas, e talvez por isso até pareça difícil.

Há sempre uma variável dependente e outra independente, não o esqueças.
Tu és ainda Xu, incógnita maior da equação que sou.

A analogia previsível ou todos os clichés carregam verdade

O corte relativamente profundo e relativamente patético que fiz a semana passada com o portátil está agora sarado.

Deitou sangue, fez doer, exigiu-me atenção e cuidado para inadvertidamente não lhe tocar. Criou crosta e foi incómodo, uma lembrança visível. Durante a noite de hoje a crosta caiu. Apresenta agora uma pequena cicatriz, a marca que talvez perdure para sempre.

A marca ficará, será parte de mim, mas hoje não me dói.
Aprenderei a ter mais cuidado com portáteis futuramente e, com sorte, não me voltarei a magoar desta maneira, neste moldes.

Entre por essa porta agora e diga que me adora, você tem meia hora pra mudar a minha vida



"Vá, anda", dirias.

I can see clearly now the rain is gone

Não trocam nenhuma palavra ou apenas as essenciais para irem sobrevivendo. A presença do outro é uma condição a aceitar, mas é isso ou pior. Não se olham nos olhos senão para se culparem uma vez mais por não sei bem o quê. Fumam o cigarro habitual como estranhos, juntos não se aplica aqui. Enquanto ele conduz, ela olha pela janela, buscando algum motivo que não encontrou até ali, nos seus olhos um vazio muito grande. Seguem e não são, mesmo que de vez em quando possam sorrir. É preciso saber interpretar um sorriso.

Por vezes é preciso ver o errado para termos noção do que é o certo, como quando, conduzindo à noite, apagou por completo as luzes do carro para que o de trás percebesse finalmente que não tinha acendido as luzes.

(não te menti quando disse que éramos o casal mais feliz do prédio. ainda agora acredito nisso.)

Color my life with the chaos of trouble

Revi o 500 days of summer e obriguei-me a saber que ninguém morre de amor.

Não queiras para ti os caminhos já percorridos.


(talvez tenha sido o hábito e (ainda) não a saudade, (ainda) não o amor. que será que será. não esperes nada.)

Diz-me o que vês e dir-te-ei

Posto isto: e ao terceiro dia ela tomou uma resolução

Saber viver os dias até não mais contar os dias.

Tudo foi dito. Agora o tempo.

O amor tenta-se mas também é.

Não tenho porquê perdoar-te, fizeste tudo bem. Desejo-te tudo o que há de bom, aquela vida cheia e feliz.
E estou também eu aqui.

Trata bem do Oscar.

Tal como no início, se isto ainda puder acabar bem, vamos falando.

Tudo foi dito e eu não posso mais. Agora o tempo.

Aquilo que nos custa entender é sempre uma surpresa que nos contradiz.

(...) Porque a memória não deixa que seja igual, mesmo que seja uma memória muito vaga, mesmo que seja só assim uma espécie de sensação muito vaga. É que a memória não é sempre aquilo que gostaríamos que fosse. Grande parte dos nossos problemas estão na memória volúvel que possuímos. Aquilo que é hoje uma verdade absoluta, amanhã pode não ter nenhum valor. Porque nos esquecemos, filho. Esquecemos muito daquilo que aprendemos. E cansamo-nos. E quando estamos cansados, deixamos de aprender. Queremos não aprender por vontade. Essa é a nossa maneira de resistir, mais ou menos, àquilo que nos custa entender. E aquilo que nos custa entender pode ter muitas formas, pode chegar de muitos lugares.
- Porquê, pai?
- Porque nos parece que é assim. Mas talvez não seja assim. Aquilo que nos custa entender é sempre uma surpresa que nos contradiz. Então, procuramos convencer-nos das mais diversas maneiras, encontramos as respostas mais elaboradas e incríveis para as perguntas mais simples. E acreditamos mesmo nelas, queremos mesmo acreditar nelas e somos capazes. Somos mesmo capazes. Não imaginas aquilo em que somos capazes de acreditar.
- Porquê, pai?
- Porque temos de sobreviver. Porque, à noite, a esta hora, temos de encontrar força para conseguirmos dormir, descansar, e temos de acreditar que no dia seguinte poderemos acordar na vida que quisemos, que desejámos. Temos de acreditar que poderemos acordar na vida que conseguimos construir e que essa vida tem valor, vale a pena. Muito mais difícil do que esse esforço é considerarmos que fomos incapazes, que não conseguimos melhor, que a culpa foi nossa, toda e exclusiva.

Abraço, José Luis Peixoto

Enough, enough now

Estás ainda acordada. O telefone tocou e eras tu, mas sem o gesto desmedido que sonhei. Trazes-me a realidade que insisto em moldar. Insisto contigo quando tenho é que insistir comigo mesma. Não digas que vais estar sempre comigo, não digas essas coisas, por favor. Fomos tão tudo e somos agora tão nada. Não digas que tentaste e que lamentas, não digas mais essas coisas, por favor. Nunca mais é tanto tempo. Nunca mais é tanto tempo, meu amor.

We are (also) what we don't see

De antemão

Dizem-me que melhores dias virão, que é uma preparação e que me espera algo muito maior. Entendo-lhes a bom-vontade, agradeço-a e comovo-me com ela, genuinamente. Porém, acredito que o céu é na terra e que a felicidade se faz no presente. Deverão saber de antemão que não sou uma pessoa crente, pese embora uma ou outra dúvida pontual.

Mínima, remota e até mesmo absurda

Não é sobre ti mas sobre mim, não é desculpa porque não chega a ser mentira. Terei de passar todas as fases, andar por todos os caminhos, conviver com todos os demónios para que me possam deixar em paz. Preciso muito agora de dizer o teu nome, muitas e todas as vezes, dizê-lo repetidamente e sem medo, como quando se repete muito uma palavra, palavra, palavra, palavra, palavra, palavra, palavra, palavra, até àquele momento em que a palavra já não é palavra mas só o som dela. Não sei se lês isto ou se não voltaste aqui nunca mais, compreendo tudo. Não é para te magoar ou para me diminuir, tu conheces-me e eu conheço-te, que nos baste a certeza disso.

Sei o bastante de nós para saber que não conseguimos mais mas, problema meu, sei também o bastante de mim para saber que, ingénua e indisciplinada, não sei afastar a esperança mínima, remota e até mesmo absurda de acreditar. Problema meu, mal meu, sofrimento meu, e temo não conseguir mudar.

Mesmo sendo pelas razões mais contrárias, senti-me uma adolescente hoje – segundo a segundo, não conseguia parar de fazer refresh sobre o email, como quando te conheci, na esperança mínima, remota e até mesmo absurda de acreditar que, talvez, só talvez, me pudesses escrever um email, perguntar de mim, contar de ti. Também não consigo largar o telemóvel, confesso. Mas ontem, como hoje e como amanhã, nada mudou.

É difícil quebrar hábitos, mais difícil ainda reaprender outros. Durante todo o dia quis contar-te, como fazíamos sempre. Queria contar-te como estiveram a manhã toda para me re-configurar o Outlook, contar-te que afinal a conference call foi hoje e eu que estava tão convencida que era ontem, contar-te que, para variar, a I. falou, falou, falou, contar-te com orgulho que vim a pé do trabalho para casa, contar-te que comi um salmão horrível ao almoço que já devia estar congelado há séculos, contar-te que paguei 1 euro e me devolveram 1 euro e 10 cêntimos de troco, contar-te que vi as fotos da tua empresa no facebook e me senti feliz porque vi ali a ideia brilhante que falámos, contar-te que tenho andado todo o dia com a música “Como vai você” na cabeça, porque preciso muito de saber como estás, contar-te que penso precisar de voltar a ouvir o Coração Sertanejo logo de manhã para me animar mais, contar-te que fui duas ou três vezes ao teu blogue só para ler os comentários e saber que ainda sorris normalmente, contar-te que as pessoas têm sido tão amáveis e eu não sei o que fiz para isso, contar-te que elas me deram um coelho e um saco de gomas e eu desatei a chorar, contar-te das saudades, contar-te tudo, tudo como sempre, tudo a ti.

E, nessa esperança mínima, remota e até mesmo absurda de acreditar, desponta o romantismo ingénuo e indisciplinado. Sonho que um dia, quando menos o esperar, me deixas um post cheio de ternura, arrependimento e amor. Sonho que ficas de plantão à espera na porta de minha casa, ansiosa para que eu chegue do trabalho, e me possas dizer com os teus olhos mais bonitos – aquela tonalidade que adquirem quando ficas mais emocionada – e como das outras vezes “eu sou uma idiota, não sou, amor?”, e eu só direi “és” e corro para os teus braços como se isto fosse só um sonho mau. Sonho com os gestos desmedidos e pouco discretos, daqueles que aparecem no final dos filmes antigos e nos enchem de sorrisos e lágrimas de felicidade por uma felicidade que nem é a nossa.

Penso tudo isso e muito mais, enquanto volto para a casa sem a noção de propósito que antes me enchia o peito, eu chegava e dizia que tu eras o meu fôlego e o meu verdadeiro começo de dia. As pessoas dizem muitas barbaridades quando estão apaixonadas mas nem sempre mentem. Penso no teu silêncio e se terás adormecido já no sofá a esta hora, como sempre. Sempre disseste que eu penso demais e estavas cheia de razão.

Os dias passam demasiado devagar. Foi só anteontem. Terás saudades minhas?, pergunto-me muito isso. Lembrei-me daqueles dias em que estive a dar formação no Porto e nunca me deixaste de ligar mal acordavas, inundavas-me o coração de ternura e de saudade. E lembrei-me de quando fizeste mais de cem quilómetros só para irmos jantar àquele restaurante de que ambas gostávamos e que nunca tínhamos experimentado juntas. Nesse dia fizeste-me rainha. Hoje não sei onde estão. É por isso que valorizo tanto as dedicatórias nos livros e não gosto de receber livros de presente sem dedicatória, preciso da marca, preciso de voltar lá àquele dia e saber que existiu. Ainda não te contei também – à tua conta, em duas tardes, anteontem e ontem, li o “Traições” do Roth e hoje comecei o “Abraço”, aquele que na dedicatória tem o teu nome e uma palavra que, dizes, construíste. Estou a gostar imenso, imenso.

Não to digo como estratégia, não sou habilidosa o suficiente para essas coisas. De resto, sei que dramatizo, todos os dias relações acabam neste mundo, mas tenho este vício desconcertante de ser sincera contigo. Talvez me saia o tiro pela culatra, acho que é assim que se diz, mas é pequenez nossa acharmos que temos algo a perder quando, na verdade, não temos nada nas mãos. Pode correr-me tudo mal mas, ultimamente, influências familiares talvez, procuro cada vez mais seguir aquilo do não deixar nada por dizer, nada por fazer.

Cada passo é uma vitória, difícil e dolorosa, como se numa reabilitação. E com cada um, o medo de ceder. E com cada um, a vontade de ceder. Não sei sequer se aquele jantar que, em desespero propus, será uma boa ideia, ando com muito medo de tudo e sobretudo de confirmar tudo. Dizem-me que deixe tudo como está, que continue com a minha vida, que cresça com isto e guarde o melhor de ti e de nós.

Mas depois está lá, mínima, remota e até mesmo absurda. Cada vez mais serei eu também assim para ti.