Everything that needs to be said has already been said. But since no one was listening, everything must be said again.
Ó Cristo, anda cá abaixo ver isto.
“São todos uns ladrões, não se aproveita um!”, diz ele, o mesmo que vende sem facturar tudo.
Estavas a enganar-me, malandra.
Insisto na limpidez dos olhos e no conforto da tua presença. Gosto de respirar-te o ar enquanto dormes e que saibamos sempre posicionarmo-nos do lado certo da cama, da rua, da vida, com a naturalidade de quem se conhece bem. Gosto de te prever o riso e o sono e o aborrecimento e gosto de me convencer que te sei. Alguma coisa, vá. Gosto que perguntes o que me apetece para o jantar e quando coincidimos nas palavras e nas vontades. Gosto do teu gosto e gosto dos teus gostos. Gosto de imaginar os dias felizes e simples contigo, a partilhar a vida boa. Eu prepararia o café e tu lerias alto para mim na tua melhor entoação e dicção, eu a sorrir debaixo do sol e tão consciente da minha sorte enquanto os pássaros cantam em grego. Até poderia meter cão. Até parece possível.