Domingo, Novembro 22, 2009

Desenhos animados

"Entre as maminhas da Leopoldina e as ancas da Popota parece-me que o Natal tem cada vez mais matéria para as edições da FHM."

pelo Rodrigo Moita de Deus, no 31

Terça-feira, Novembro 17, 2009

Sykes on Gay Marriage



via União de Facto

Vão para o raio que vos parta


Laura Abreu Cravo, no Mel com Cicuta

Diferenças

"custa muito ser diferente. a inês é a única pessoa na sua família que acredita em deus. decidiu, com 20 anos, ser baptizada e pediu aos pais e aos quatro irmãos para estarem presentes. a família da inês tomou-a por estúpida e irracional e fez essa coisa que devia ser crime, a troça. a inês entrou para a sua nova família sem ninguém que a vira crescer ao seu lado. custa muito ser diferente.

a rita, pelo contrário, nasceu numa família de 7 irmãos, na ilha de são miguel, uma família conservadora, católica, de missa diária. a rita apaixonou-se pelo miguel e ficou grávida com 20 anos. a sua mãe disse-lhe que nunca ultrapassaria tamanha vergonha social, a sua filha pecadora, sentenciou-lhe um casamento, a filha recusou, isso valeu-lhe umas bofetadas e vários insultos. a rita abortou espontaneamente e a família ficou feliz.. a rita saiu de casa e foi viver com o miguel, no porto. passaram 3 anos e nunca mais disse ou ouviu mãe e pai. custa muito ser diferente.

o joão ganhou uma bolsa e frequenta uma universidade privada cujo nome não interessa. o joão gosta de vestir-se de preto. porque sim. lembra-lhe o avô, que usava uma camisa escura. o joão não tem dinheiro para ir aos jantares de turma, nem para comer sandes e sumos nos intervalos, nem para ir sair de bar em bar nessas noites que custam não menos de 30 euros. o joão tem borbulhas na cara e ténis da feira. as suas notas acima do 14, coisa rara no curso de direito, não chegam para fazer amigos, para entrar num grupo. custa muito ser diferente.

custa muito não ser diferente mas tratarem-nos como diferentes. a inês, a rita e o joão são a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo. "

Isabel Moreira, na Jugular

I'd like to have those eyes you want to kiss



I tried to kill those ghosts inside of me
That voice you spoke is yelling in my ears
And I don't believe in love fools...
I'd like to have those eyes you want to kiss

Wishing something
I wish I had that voice you want to hear
I believe in
And I don't believe in love fools
Do you feel something
This feeling is so hard that I can't breathe
Wishing something
I wish you'd touch my hair when I'm asleep

And I don't know
And I don't believe in love fools
I'm tired of this
The words you wrote are putting me away
I'm tired of that
I know that love was for somebody else
And I don't know... me, myself and I

You and I know
You and I try
You and I ran
Leaving old stories far behind

And it feels good
And it's so warm
Having those eyes
Playing with me, myself and I...

The Gift

Felizes

Era o amor dele que a fazia viver. Era o amor dela que o fazia não se matar. Não acreditavam na vida eterna. E amavam-se dia e noite, até à morte dos corpos.

Fumos

Caminha sozinho em passo lento, sem pressa de chegar a lugar algum aonde o possam esperar. Uma mão no bolso fundo, a outra que prende um cigarro que se vai consumindo a cada passo, e o frio que lhe gela o nariz e o faz perder-se em pensamentos intensos e perturbadores, como a moral que procura e não encontra num deus que ocasionalmente lhe assoma. Distrai-se de si mesmo para conseguir chegar a si, enquanto fuma. Quando fuma é ele, ele no seu momento e na sua vontade, na sua imensa vontade de existir, ele tão somente. Por isso fuma com devoção, como ritual de poderosa magia que lhe exigisse máxima abstracção, por isso puxa o fumo para dentro de si como se a sorver toda a vivência do mundo, fuma com uma sofreguidão de desespero e uma loucura branca que só ele sabe carregar em si.

Nesse acto solitário de fumar enquanto caminha, inspirando um ar gélido que se mistura com o seu, quente, ele aplaca todo o tormento incompreendido de quem busca e não acha, e quanto mais procura mais se sente longe. Quando liberta o fumo azulado e certo, dá-lhe um prazer confuso assistir àquela dissipação; cores e serpenteios que se perdem para a atmosfera, vagando até desaparecerem. Tal como ele, pensava. Por isso aquela devoção enquanto fuma, de quem ama a vida e furiosamente a quer porque a sabe capaz de lhe escapar por entre os dedos.

Segunda-feira, Novembro 16, 2009

Alguém escreveu o teu nome em toda a parte




A cidade está deserta
e alguém escreveu o teu nome em toda a parte:
nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas.
Em todo o lado essa palavra,
repetida ao expoente da loucura!
Ora amarga, ora doce...
Para nos lembrar que o amor é uma doença,
quando nele julgamos ver a nossa cura...

(Ornatos Violeta)

O Metro no metro

O velho mendigo de barba sumida, o mesmo de todos os dias, estava sentado no último degrau das escadas da estação de metro. Magro como todos os dias, envergava um casaco coçado, os joelhos junto ao peito para melhor se abrigar. Junto dele, o copo de todos os dias, Starbucks com moedas míseras dentro, quanta ironia afinal.

Mas, naquele dia, algo de diferente naquela cena de cinema moderno: talvez entusiasmado pela superstição do dia, 13 em Sexta-feira, o velho mendigo de todos os dias, segurava na mão esquerda, bem junto aos olhos, uma qualquer espécie de lente. Na outra mão, o jornal Metro. Via-se que estava compenetrado naquilo que lia. Quem o olhasse com atenção, repararia que lia o horóscopo da Maria Helena Martins.

Cartões de meia palavra

Ele dizia no filme, consciente e revoltado, que os cartões e postais com as suas palavras de estranho, doces e delicadas, nos retiram responsabilidade, na medida em que transferimos para aqueles o peso das palavras que não dizemos (e que são, porventura, as que mais pesam, as não ditas), seja por medo, vergonha ou simplesmente porque não sabemos dizer como nos sentimos. Tal como um silêncio de presença, um convite para café, uma resposta que pede uma pergunta que não vem - tudo cartões e postais que são dados porque não sabemos dizer como nos sentimos. Então esperamos que o outro lado entenda que é uma mensagem que tem de ser trabalhada mas, por vezes, meia palavra não basta.

Resquícios

Às vezes olho para o que escrevo e noto em mim resquícios de Margarida Rebelo Pinto.

Do Inverno

A elegância, aquela que não se deixa confundir, é mais fácil de encontrar no Inverno. No Verão um corpo mais despido é suficiente para animar os espíritos e aquecer as carnes; no Inverno, exige-se mais, atenta-se no detalhe que não está na exposição do Verão e a imaginação tenta descortinar o que secretamente se insinua, em jogo de caça e caçador. No Inverno a sedução dá mais trabalho e mais piada, é por isso que o Inverno não é para quem quer, mas para quem sabe. E deve ser por isso que eu gosto tanto de ver gente bonita e elegante no Inverno.

Undo

"A vida devia vir equipada com undo."

Domingo, Novembro 15, 2009

I'll go crazy if I don't go crazy tonight

Caim (memorable quotes)

(fazer o umbigo) Foi esta a última vez que o senhor olhou uma obra sua e achou que estava bem.

Essas palavras não as disse nenhum deus que eu conheça, nunca nos passaria pela cabeça dizer que os nossos desígnios são inescrutáveis, isso foi coisa inventada por homens que presumem de ser tu cá, tu lá com a divindade.

(...) mas bem triste há-de ser a gente sem outra finalidade na vida que a de fazer filhos sem saber porquê nem para quê. Para continuar a espécie, dizem aqueles que crêem num objectivo final, numa razão última, embora não tenham nenhuma ideia sobre quais sejam e que nunca se perguntaram em nome de quê terá a espécie de continuar como se fosse ela a única e derradeira esperança do universo.

o senhor não é pessoa em quem se possa confiar.

E que senhor é esse que ordena a um pai que mate o seu próprio filho, É o senhor que temos, o senhor dos nossos antepassados, o senhor que já cá estava quando nascemos.

(...) ao senhor nada é impossível, Nem um erro ou um crime, perguntou isaac, Os erros e os crimes sobretudo, Pai, não me entendo com esta religião, Hás-de entender-te, meu filho, não terás outro remédio.

A história dos homens é a história dos seus desentendimentos com deus, nem ele nos entende a nós, nem nós o entendemos a ele.

É bem possível que o pacto da aliança que alguns afirmam existir entre deus e os homens não contenha mais que dois artigos, a saber, tu serves-nos a nós, vocês servem-me a mim.

Ao contrário do que costuma dizer-se, o futuro já está escrito, o que nós não sabemos é ler-lhe a página.

Se o senhor não se fia das pessoas que crêem nele, então não vejo por que tenham essas pessoas de fiar-se do senhor.

O mais certo é que satã não seja mais que um instrumento do senhor, o encarregado de levar a cabo os trabalhos sujos que deus não pode assinar com seu nome.

(anjos) uns com os outros, não mostram qualquer relutãncia em reconhecer que a vida no céu é a coisa mais aborrecida que alguma vez se inventou, sempre o coro dos anjos a proclamar aos quatro ventos a grandeza do senhor, a generosidade do senhor, inclusive a beleza do senhor.

Tudo do Saramago

Ser pobre e pacóvia é

Ficar fascinada com noites como a de ontem e vir a correr contar ao mundo.

Chiqueza (guest list)

Jantar aqui, champagne aqui e dançar aqui.

Upload 2-0 Meeting (notas soltas)

Ter um twitterwall a transmitir em tempo real o que as pessoas presentes na audiência estão a achar das apresentações é magnífico e cria situações muito divertidas. Mas pode ser muito cruel se o orador não tiver o poder da oratória...

A xoxial media é fenomenal, não é? (e o Daniel da Torke 2.0 também)

O Rodrigo Moita de Deus está cada vez mais giro e teve a mais divertida apresentação de todas.

Um dia ainda hei-de ter aulas com o caçador de tendências Luís Rasquilha.

E sim, confirma-se: Paulo Querido não consegue estar 5 minutos sem olhar para o Twitter.

Adorei!


(Para saber tudo o que se twittou sobre o Upload: #uploadlx)

Cinco Razões para não usar preservativo

O spot publicitário português "Cinco Razões para não usar preservativo" foi considerado o melhor anúncio governamental europeu de prevenção da sida num concurso internacional.




Ai, São José Correia (suspiro).

Prémio Arco-Íris (ILGA)

O referendo I

"1- Aos que dizem que a altura não é oportuna, que o governo se devia ocupar do que é importante (...): Não sendo capaz de cuidar do que é importante é preferível que cuide de alguma coisita."

"2- Aos que temem que se abra a porta à adopção:(...)Família é quem nos quer e quem cuida de nós. Independentemente do papá ter um pénis molinho e a mamã uma vagina lassa. De que serve uma vagina ausente e um pénis que não sabe nada de nós?"

"3- Aos que querem um referendo: Os referendos não servem para impor morais e bons costumes."

"4- Só em Portugal não há políticos homossexuais (o Miguel Vale de Almeida não conta). Não os há de esquerda. Muito menos os há de direita. É um desconsolo. Sinal de profundo atraso e tacanhice. Em Portugal os homossexuais são todos artistas, escritores, devassos e jacobinos. Estou à espera que a modernidade nos bata também à porta e surja o primeiro político de direita homossexual. Sem medo de perder meia dúzia de votos de velhas bafientas e tias da linha de Cascais."

Ana de Amsterdam, sempre certeira

Terça-feira, Novembro 10, 2009

Chatterton

O referendo


Na Controversa Maresia

Sexo Amistoso

Karmas

Profissionalmente, todas as empresas onde tenho vindo a trabalhar são siglas.
Pessoalmente, a letra E persegue-me.