I know I'm way too easy.

Há uma diferença muito grande entre ofender e dizer a verdade.

Methodology, like sex, is better demonstrated than discussed, though often better anticipated than experienced.

Talvez seja este o mais evidente sinal daquilo que é "aprender": quanto mais leio sobre a minha área, mais descubro o pouco que sei. Saio, conscientemente incompetente, da minha caverna alegórica e agora já só me consigo contentar com o que é luz.

Em Vayorken a gente diverte-se imenso ou Who's the boss

Para perceberes, rapida e verdadeiramente, quem manda, não são precisos organigramas ou nomes escritos nas portas: basta que notes quem se dá ao luxo de poder fazer outrém esperar sem qualquer justificação de maior. Isso ou desmarcar reuniões em cima da hora. Isso ou a simples falta de respeito pelo tempo dos outros.

'Cause you were born (to change this life).



Love your mother, yeah she's a good one.

Tem andado gente à tua procura.

Não sou assim tão diferente. Leio-te a respiração procurando-te o corpo, leio-te as palavras procurando-te a alma. Quando os caminhos se cruzam e mesmo assim não te encontro, sou longe de novo. Quando todos os segredos se escondem na tua pele e a vontade sucumbe à noite, tacteio o visível em busca do resto que guardas, ignorante do que é mais precioso. Seria essa a minha promiscuidade: querer de ti qualquer exclusividade que fosse, acreditando que o meu entendimento pode abraçar em ti até o mais inacessível.

O tempo que só sabia chegar-nos atrasado.

Vou ensaiando o tempo, repito por antecipação o que o futuro já conhece. Tenho a vida pronta à espera de acontecer – o forno escolhido, a fruta da época, os programas da ocupação, a tua voz a fazer-me eternidade. A hora mudou, dizem que o tempo se atrasou outra vez, mas eu ainda não notei.

Diz-me como foste amada e dir-te-ei como amas.

Para anteveres as consequências, descobre primeiro as causas.

A fronteira da linguagem define a fronteira do ser.

Não estamos preparados para o fantástico, para o que é inigualável e bem acima da média, o que ultrapassa o possível da nossa limitada racionalidade. Poderiam referir-se agora ao Cristiano Ronaldo como um verdadeiro mito do futebol e, porém, é real, não é mito, existe.

A vaidade no mito.

Quando nem o aborrecimento chegar para nos unir e todas as histórias se tornarem menos que memórias, haveremos ainda de ser quem um dia se soube fazer feliz.

Paradoxos da igualdade I

As mulheres e as minorias étnicas são tão iguais que precisam de ter um tratamento diferente.

(a quem interessar, a Universidade de Oxford oferece agora uma bolsa de estudos a mulheres excepcionais).

Paradoxos da igualdade

Ao falar do Ricky Martin, perguntou, com estranheza, por que raio é que os homossexuais precisavam de fazer um coming out, o que lhe interessava a ela se o Ricky Martin, ou quem fosse, era homossexual, ela que não fez nenhum coming out para comunicar ao mundo que era heterossexual.

Confiança: uma aprendizagem.

A confiança que os Bálticos estão a colocar na NATO tem tanto de realista como a confiança que a Ucrânia tinha na União Europeia, ou que os activistas dos direitos humanos tinham no caso da mulher violada no Irão. O mundo assiste, deixa-os com as suas ilusões ingénuas e prossegue. Quem confia cegamente, à força aprende a abrir os olhos.

Porventura, a maior das minhas ambições:

Significar.

Blame it on the night.

Na vida não há culpa nem sorte, tudo é uma escolha. Se queres respeitar a liberdade de alguém, começa por respeitar as suas escolhas.

Trying to stay sane is like a full time hobby.


Acknowledging otherness inspires closeness.

Controlando-o, exigiria que aparecesse, aqui e agora, para o fôlego que me sobeja, o tempo que se demora. Todavia, é imprevisível, irremediável, pouco confiável. Nunca se sabe por quem vem, a que horas chega, o que lhe vai apetecer. É cheio de conflitos e contradições, do contra, vá. Hoje serve-lhe mas amanhã, tudo igual, não lhe serve. É de humores inconstantes, que tanto se pode satisfazer com oito ou com oitenta. Não há um padrão que seja de fiar, uma sequência conhecida para desaguar aquela luxúria. Talvez venha, talvez não.

James Blunt thinks I'm beautiful.

Agora que penso nisso, não sei se foste quem me disse ou se foi algo que aconteceu por si, mas quando leio Eugénio de Andrade é sempre em ti que penso. Há quem tenha canções só suas na história de uma amizade mas a ti não te bastaria uma canção se poderias ser em mim também um poeta.

Wise men talk because they have something to say; fools, because they have to say something.

Ao comparar um conjunto de personagens em recentes entretenimentos*, encontro a evidência de um denominador comum: parece que tendo a simpatizar com anti-heróis. São eles as personagens por quem ninguém dá nada, geralmente confundidos por pessoas insensíveis, e até mesmo rudes, mas que depois têm os gestos mais atentos e estão presentes quando todos falham. São quem tem tal auto-confiança, que chegam a ser tomados por arrogantes e despreocupados da opinião dos outros, mas que na verdade são apenas pessoas que se querem aperfeiçoar e que conhecem bem os seus princípios. São aqueles que passam por burros, idiotas até, mas que pensam mais do que dizem, sabem mais do que mostram. São os estranhos, os loucos, os simples, que me atraem.

(Adam Driver, em Girls, e no filme This is where I leave you; e Gaby Hoffmann, em Transparent)

Who shagged who.

As empresas são, de facto, todas iguais: quando se trata da festa de natal, o único assunto verdadeiramente importante é saber quem dormiu com quem.

You see, I'm not "like a boss". I'm the boss.

Não caias no erro de tomar reputação por credibilidade, ou valorizar mais o que sabes do que aquilo que não sabes. As letras gordas vendem os jornais mas as conclusões definem-se nas letras miúdas dos contratos. Decide tu o quão alta é a tua fasquia. O jogo, sendo competitivo, é, na verdade, só de ti para contigo; sendo contínuo, pode acabar, na verdade, quando bem te apetecer.

Filho és, pai serás.

Podem envergonhar-te os comportamentos, aterrorizar-te as mentalidades. Disseste que serias diferente. Melhor. Disseste que nunca agirias assim, que não percebias a inutilidade e infância daquelas razões, a mesquinhez das palavras mais raras e cruas. Disseste que nunca haverias de coincidir naquelas prioridades e que o amor era o que se punha na comida e na roupa, mas também nas cedências e regras, nos costumes e nos dizeres. Disseste muita coisa. Melhor, disseste.

Afastas-te o suficiente para criar uma distância que seja de segurança e de vigia, o ponto em que a vista, não sendo de detalhe, possa ser agradável. Partes, ignorando o nome, a casa, o dia. Depois, ao primeiro tropeço, repetes os gestos mais desprezados, descobres as mesmas expressões no rosto, dás por ti a seguir uma ordem que não entendes, começas sempre por dobrar as toalhas de banho.

Melhor, disseste. Mas não podes fugir de quem és.

Não quero voltar cedo à certeza de ter menos.


Reservado.

Não sei se foi coisa de se criar sozinha com o tempo ou se fui eu quem o pôs ali, nem consigo agora apurar se foi nascido ou escolhido, se veio com a essência ou com a existência, mas há, dentro de mim, um lugar que te pertence por ancestral direito.

Lê-me.

Desconhecia as palavras e era nesse desconhecimento, e por causa dele, que as amava. Como alguém que se apaixonasse loucamente por uma puta: desconhecendo-lhe o passado, as marcas na pele, o sorriso impensado sem razão de modo e lugar, mas acreditando com firmeza que basta o prazer e que só consigo ela grita assim.