Primeiro, criticam, corrigem, castigam e normalizam, reprimindo a criatividade e diferença de ideias e opiniões para caberem todos nos mesmos moldes pré-formatados do cânone, pois que não queremos cá zunzuns, não me envergonhes, olha para os outros. Depois, é quase sempre por causa desses mesmos marginais, loucos, moribundos, que o mundo se lembra que existe ali um pedaço de terra, património da humanidade. Ah, a ironia.
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The Book of Mormon: Hasa Diga Eebowai
Uma mentira altruísta tem mais valor do que uma verdade egoísta pois, ainda que sendo mentira, tem um foco positivo que não pretende favorecer o próprio mas o outro. Apesar disso, mais do que a intenção, as pessoas tendem a pesar as acções pelas consequências, repara.
George the dog, John the artist.
Há pessoas que vêem melhor do que outras embora a maior parte tenha os olhos abertos.
(sou mais sensível a um artista de rua que desenha o seu cão do que ao arquitecto que desenhou o Banco de Inglaterra. estive a 20£, ou 3 dias, de comprar uma obra de arte.)
Whoever is speaking is already forgotten I
Julião Sarmento vê a sua mais completa exposição retrospectiva - Noites Brancas - a inaugurar em Serralves.
(parece-me que já tenho uma prenda de Natal a pedir)
Pensei que falavam de ti
Sabe a primeiro beijo. Sabe a dias maiores que as noites. Sabe a borboletas na barriga. Sabe a dançar de olhos fechados. Sabe a olhos verdes.
Li e pensei que falavam de ti.
Ter um plano
"Fazer projectos é uma forma europeia de alinhavar a existência, uma maneira cuidada de nos obrigarmos a cumprir um plano. Ficamos sossegados enquanto tivermos esse esquema, coisas para fazer, sítios para ir. Ser-se europeu é isso: é ter um plano."
in Greetings from Goa, Patrícia Reis, Egoísta
Alguém que acordasse a dizer o meu nome
"Disse-me: "Precisava de alguém que me desse um lugar no mundo, alguém que acordasse a dizer o meu nome"."
in Greetings from Goa, Patrícia Reis, Egoísta
So this is Xmas
So this is christmas
And what have you done
Another year over
And new one just begun
And so this is christmas
I hope you have fun
The near and the dear one
The older and the young
A very merry christmas
And a happy new year
Let's hope it's a good one
Without any fear
And so this is christmas (war is over...)
For weak and for strong (...if you want it)
The rich and the poor one
The world is so wrong
And so happy christmas
For black and for white
For the yellow and red one
Let's stop all the fight
A very merry christmas
And a happy new year
Lets hope it's a good one
Without any fear.
Feliz Natal.
Campanhã
“Procurei-te no azul claro dos dias. Esperei-te no azul escuro dos fins de tarde, quase noite. Encontrei-te no azul brilhante de uma manhã em que apanhavas o comboio, como todos os dias. Olhei-te no azul dos teus olhos e cravei os meus no azul do céu, sem coragem para os fixar. Deixei cair o meu lenço azul pureza que apanhaste com a firmeza de quem, egoisticamente, queria ficar com ele. Devolveste-mo, devolvendo-me o olhar azul que se intrometeu na minha insegurança. O som ofegante do comboio ofereceu-me um momento sem palavras. Azulou definitivamente a nossa manhã. Sugeriste-me uma pequena paragem antes de seguirmos viagem. Tomamos um café.”
Histórias à beira da linha, Blue Café, Campanhã
Palavra do senhor
Pessoa Pessoas - Miguel Guilherme from Elvis Veiguinha on Vimeo.
A melhor oração.
via Delito de Opinião
Viagem a Portugal
"(...) Delicado e ao mesmo tempo agressivo, claustrofóbico e minimalista, Viagem a Portugal é aquele tipo de filme que aparece muito de vez em quando em Portugal. É tão bom que, por mais anti-patriótica que esta afirmação possa parecer à primeira vista, nem parece português. Não por ser cosmopolita por natureza, falado em várias línguas e a preto-e-branco, mas por se servir de uma linguagem estética e cinematográfica que poucos se arriscam a usar por cá. Tréfaut arriscou, pegou numa história que, nas suas próprias palavras, não é extraordinária, filmou durante menos de três semanas em meia-dúzia de cenários e fez um grande filme. E Viagem a Portugal não é um grande filme apenas por ser bonito e diferente – é um grande filme porque desafia convenções e ao mesmo tempo conta uma história que merece ser contada, fazendo-o sempre através quer de palavras, quer de imagens, quer de sons.
É, de certa forma, um dos filmes mais puros (e não gosto de usar a expressão, só o faço quando é necessário) feitos em Portugal nos últimos tempos. A essência do cinema está toda neste pequeno grande filme, desde a preponderância da montagem a algo tão Hitchcockiano como um plano que esconde algo que qualquer outro exploraria. A fotografia de Edgar Moura faz o filme ora explodir com luz ora fechar-se em sombra, com um uso da iluminação (principalmente em interiores, nomeadamente nas cenas na sala de interrogação) fabuloso, que resulta num preto-e-branco lindíssimo, sensual e mais expressivo que muitos filmes a cores, muitas vezes a lembrar um filme de Jim Jarmusch ou Wim Wenders. E depois, a complementar toda esta técnica, está um elenco fantástico: Maria de Medeiros arranca apenas uma das maiores interpretações que me lembro de ver nos últimos tempos, sem proferir uma única palavra na sua língua-mãe, enquanto que Isabel Ruth cria um monstro de personagem, que se serve da mais assustadora arma de todas, a falta de humanidade. Já Makena Diop, anda sempre no meio de ambas sem o génio histérico e reprimido mas com uma calma afectante.
Se houvesse justiça no mundo e no cinema, Viagem a Portugal faria o circuito completo de festivais europeus e mundiais – e maravilharia em todos eles. Não havendo, é o tipo de filme – prodigioso, desafiador, diferente – de que o cinema português precisa urgentemente em maior quota. Quando nos deparamos com um filme com esta qualidade, como aconteceu em 2005 quando Marco Martins fez Alice, é difícil não nos enchermos de orgulho e querermos mostrá-lo ao mundo. Antes disso é preciso mostrá-lo a Portugal – e quando tiverem oportunidade de o ver, não hesitem."
crítica do Ante-Cinema
E depois ler o Enquadramento aqui. E aqueles olhos de Maria de Medeiros.
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