Não são as pessoas que se vêem nas imagens, não é a sua fome, as suas doenças, as suas dores, não são as suas necessidades. Quando falam, não falam daquelas pessoas, daqueles homens e mulheres, rapazes e raparigas, nem dos bebés. Dizem sempre que aquele poderia ser o seu filho, a sua irmã, os seus pais. É sempre preciso criar a relação, é sempre preciso imaginar que aquelas pessoas pudessem ser alguém dos nossos. Não nos preocupamos genuinamente com os outros, preocupamo-nos sim que aqueles outros pudéssemos ser nós. Os outros não existem, os outros são os outros. O alívio é só esse, talvez. Nada de cómico.
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